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Aperte o Play (▻) e detone: Playlists pra produzir melhor

Por Julio Paiva | Content Creator Postcron.com

Playlists pra produzir melhor

“Quem não curte trabalhar ouvindo um som? A cultura das empresas de internet abriu as portas para você se plugar no trampo e na música durante o horário de trabalho. A boa é escolher as suas Playlists pra produzir melhor no escritório, cada um na sua, com seu fone de ouvido, ou todos escutando a mesma coisa. O que vale é entender que sim, toque outra vez, sam. E toque o justo e adequado, daí que achei uma boa sugerir algumas opções e como acho que dá pra usar cada uma.

A música ajuda a solucionar desafios cognitivos e físicos, na verdade, o que ela faz é criar um ambiente onde o seu pensamento se conecta mais facilmente, você se isola de tudo e enfoca no que tem que fazer. Mas é preciso saber escolher o setlist, se a escolha não for adequada, pode até atrapalhar.” Vai ficar mais fácil  criar infográficos geniais, ou agendar suas publicações no Face, por exemplo.

Playlists pra produzir melhor

Seguindo o raciocínio, pode ajudar MUITO ou tornar a execução de uma tarefa meio impossível. Motivo? Somos bastante suscetíveis à música, ela afeta diretamente o funcionamento do nosso cérebro. Detalhe: eu só redijo escutando música.

Dizem por aí que não é bom ouvir música com letra enquanto se escreve. Particularmente, só me atrapalha se for no mesmo idioma do texto. Ou seja, quando escrevo em português, é bem provável que role um Chemical Brothers, Prodigy ou Fat Boy Slim. Se escrevo em inglês, música em espanhol; quando escrevo em espanhol, música em qualquer outro idoma. Caso contrário, interfere, mesmo.  Você tá no meio daquela oração decisiva e uma estrofe se mete no seu texto.

Música pra redigir (o que róla nos meus headphones):

Esse lance que eu falei de música com letra que atrapalha e tal se dá pois o cerebro está – principalmente quando escrevemos – processando ao mesmo tempo mensagem, sintática, ortografia e gramática. Na verdade, veja aí o que funciona melhor pra você, neste artigo vou falar de generalismos que nem sempre se adequam (e nem deveriam) a todos os casos.

Outro detalhe que varia de acordo a quem define a playlist é igualmente subjetivo: diz a lenda que música desconhecida é melhor, já que você não antecipa a canção. Eu acho meio complicado, prefiro o que já funciona; e o que já funciona normalmente você já conhece. O que não exclui experimentar de vez em quando.

Também é importante escolher bem o dispositivo pelo qual você vai ouvir esse som. Fones de ouvido não são tão confortáveis – ou saudáveis -, mas digaí que é a melhor forma de se isolar e mergulhar no seu próprio mundo de trabalho e melodia. Auto-falantes podem incomodar pela potência e, se não estivere realmente alto, outros sons interferirão e foi pro brejo a sua introspecção sonora. Eu vou de fone-de-ouvido; melhor ainda se isolar totalmente o ruído ambiente. E tome Tuntz-tuntz-tuntz.

Já sobre o tipo de som, você pode optar por algo mais instrumental – pra quem não quer realmente nenhuma interferência de voz, nem quando seja BeatBox. De fato, volto a citar: o importante é que funcione. Belle et Sébastien, Prodigy, Raimundos, faça aí sua salada e detone.

Música pras manhãs

Se quiser algo mais progressivo, de repente você curte Jaime XX

Funciona bem no começo do dia, tem aí um punch bem forte, mas mantém um que melódico agradável. Metáfora: tem gente que só pega no tranco e com um café, com a música é o mesmo; faz falta um grave soando bem pra começar a desenvolver as atividades. Por isso, você pode criar uma playlist com algo mais pra cima no começo.

Música é puro sentimento. Motiva e joga pra cima. É a hora de interferir em si mesmo, digamos. Na sequência – tipo uma hora depois -, pode apostar em algo mais reflexivo. Música passiva, se pudermos adjetivar dessa forma. Tipo:

Iron & Wine. Sonzinho bacana, bem melódico e original

Uma Playlist pra cada tarefa

Lado B, Lado A, vamos agora pra outra ponta dos gostos musicais. E aí, vai de Bach (Johann Sebastian, ele mesmo). Antes de dizer se é bom ou ruim, é preciso saber qual é a finalidade do som que você vai escolher. Cada som pra uma tarefa, se vamos interferir em nós mesmos, devemos fazer isso com sabedoria. Que parte do cérebro você quer estimular?

Tarefas mecânicas

Cai bem algo mais tuntz-tuntz. Vá de Moby, Chemical Brothers, The Knife;

Tarefas mentais:

Clássico, New Age, sons mais… tranquilos. Prove Tycho, tá valendo.

Você não come uma feijoada antes de ir correr; com a música é a mesma coisa. Veja bem que prato vai bem com o momento.

Trilha sonora pra que te quero

Outra boa pedida é colocar algum Soundtrack que você curta. Tem de tudo, e também é legal porque normalmente a trilha varia, mas sempre sobre um eixo comum. Algumas trilhas que podem dar um up na sua rotina:
The Virgin Suicides: Assinada toda pela banda francesa Air, é pura introspecção;

Vicky Cristina Barcelona: Mais Up, com uma linda base de violão espanhol, flamencos…

Amélie Poulain: É genial. Instiga e mantém a calma ao mesmo tempo

Kill Bill: Bacana, diversificada. Tem muitos contrastes ritmicos, mas agrada a gregos e troianos.

Atention Please

Cuidado com seus sentimentos e emoções. A música influencia fortemente a parte emocional. Ou seja, antes de botar qualquer coisa pra rolar, pense em como será que esse som vai intervir no mood – geral ou só seu. Tem som que é o que há de melhor e mais lindo, porém, pode ter uma pegada meio triste. Sei lá, pra dar um exemplo meio clichê: Celine Dion – My Heart Will Go On; é possível que alguém comece a chorar quando você aperte o play, DJ.

Mas, digaí: não tem como também adivinhar como é que cada música marcou a vida de cada um; mas pelo menos você deve saber qual é a pegada que tem cada artista que você curte e quando é melhor escutar cada um deles.

* Outra opção: Random, venha o que vier, tá valendo. Essa é tipo estratégia rádio. Uma lista variada pode ser muito util no trabalho quando o som perde protagonismo e vira mais um elemento de fundo, um colchão sonoro que conecta e distrai.

Trabalhei numa agência de mkt digital onde a Laura, que media estatísticas, era MESTRE em fazer um mix de tudo o que há. De Beatles a Luiz Gonzaga, passando por Ney Mato Grosso e Blitz. Taí, que a moça tinha talento pra isso. Era bacana principalmente pelo fato de agrada a todos – pelo menos em algum momento rola um som que você curte. Nas sextas-feiras Laura arrebentava durante as 8-9-10-11… horas de trabalho.

 

Fim do disco

Um prazer escrever esse artigo. Curto música, toco percussão no meu tempo livre e não poderia viver sem. E desde os tempos da faculdade comecei a usá-la como recurso para me concentrar melhor. Não posso dizer que funciona pra todo mundo, tem gente que é mais do silêncio absoluto. Mas, posso falar da minha experiência e da de muita gente que conheço: bota um som aí, fí!

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