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Storytelling: O que é e por que todo Social Media Manager deve usa-lo, sim ou sim

Por Josefina Casas | Escritor em Postcron.com

Storytelling

 

Vocês sabem por que foi tão bem sucedida a campanha da Adidas: “Impossible is nothing”?

Todos concluirão que não foi pela tecnologia e o atrativo de seus sapatos. Seu êxito também não se atribuiu a um modelo sexy, perfeitamente transpirado e despenteado, que com um jogo de dribles, deixa ver seus quadríceps ultra trabalhados que lhe permitem chutar a bola com uma bota mágica que rasga uma parte do gramado, mais verde que o verde, enquanto a cena é coroada com um forte gol.

STORYTELLING NO

 

Não, não foi por isso que este comercial foi bem sucedido. Foi porque contaram uma história real. Tão real e autêntica que conseguiu tocar e fazer brilhar o ponto do cérebro associado às emoções (que sinceramente não me lembro como se chama), e que nos fez sentir um “não sei o que” que deixou impregnada a história do Messi, o conceito da campanha e a marca em nossa memória.

 

Todo mundo pode lembrar inclusive hoje, (7 anos depois que esse comercial foi publicado), que Messi teve um problema com o hormônio do crescimento. Todos mantiveram na cabeça a moral de que depois de tudo, algumas vezes o mal nem sempre é tão mal, e inclusive, que pode resultar em algo positivo. A todos nós ficou também a frase: “Impossible is nothing”, ressoando como um grito de glória, e desde então associamos a Adidas com este espírito.

Bem: ISSO é fazer storytelling. Conseguir lembrar hoje, deixa ver o poder da história. Por isso, temos que aproveitar a força das redes sociais, não só para “compartilhar” conteúdo, e sim para conta-lo, para “narrar” a marca. Não tomar as plataformas de social media como OUTRO canal de distribuição, e sim como um canal de conversação, de transmissão de experiências, sentimentos, valores, sonhos, fracassos, êxitos, verdades, etc., respeitando sempre a natureza de cada rede social.

 

Sinceramente, e com a mão no coração: a 90% dos consumidores e potenciais consumidores, não interessa em absoluto o marketing. Lhes interessa o que promete essa marca, o que nos faz sentir a mensagem dessa marca, e como nos veremos diante do resto da sociedade, consumindo essa marca.

Então, como disse o grande Gary Vaynerchuk em sua excelente apresentação sobre storytelling:

Storytelling

 

Para que possamos aprender a melhorar no nosso trabalho durante 2014, neste artigo contarei a marqueteiros, community managers, social media managers, contente strategists ou como bem costumo dizer de um leitor: “tudólogos”, porque o storytelling em redes sociais é um formato que deve ser um MUST have de toda a estratégia de conteúdo em 2014.

O que é? Por que coloca-lo em prática? Como as grandes marcas o usam? Dicas?, são alguns dos pontos que desenvolveremos neste artigo.

 

O que é e por que as marcas devem usar o storytelling nas redes sociais?

Poderíamos dizer, sem entrar em detalhes epistemológicos da palavra, de seus usos na construção dos imaginários sociais ou de seu impacto na cultura e religião desde os tempos remotos da humanidade, que para os casos práticos nos quais estão envolvidos os marqueteiros, o storytelling é:

A “arte” de dar forma e significado a um pedaço de informação monótona e entediante. Também é para a publicidade, uma das ferramentas mais poderosas de persuasão, ao combinar uma ideia com uma emoção.

Como bem disse Christian Salmon em seu livro, o storytelling é o que permite “descoisificar” as marcas e produtos para que falem e cativem.

Um exemplo fantástico deste propósito de “descoisificar” e cativar, dá o maior produto de todos: o buscador da GOOGLE

Através de uma campanha do Google Índia, conseguiram fazer uma excelente demonstração de produto, da forma que se faz hoje: com storytelling. Não entendi uma palavra do diálogo que se desenvolveu durante o comercial, mas as imagens, os personagens e suas atuações foram suficientes para levar-me pela viagem narrativa, me cativar e encher de emoção (Sim, sim, sim. Chorei. Confesso).

Além de dizer, ficou muito claro pra mim como é que o Google acrescenta valor na vida das pessoas, e porque vale a pena seguir apostando minha fidelidade nesta marca.

 

POR QUE USA-LO?

Como dissemos na introdução deste artigo com o exemplo de “Impossible is Nothing”, o storytelling funciona muito bem, por que:

  • Sua estrutura narrativa “causa e efeito”, é a mesma que usa nosso cérebro ao configurar pensamentos, o discurso diário e as decisões (pelo menos algumas decisões). Esta fórmula está presente no dia a dia, em um diálogo comum com um companheiro ou colega de toda a vida, ao contar o que nos aconteceu ao voltar do trabalho, ao conhecer uma mulher, ao dar uma explicação, etc.

 

 

  • No storytelling, quando as histórias estão bem construídas e narradas, seus personagens autênticos, emocionantes e as experiências que transmitem são ricas, verdadeiras e universais, se gera um produto contundente e poderoso que nos mobiliza e nos faz sentir. Unir uma ideia com uma emoção, e por sua vez poder senti-la, permite que os conceitos, ideias, estatísticas, datas, cores e tudo o que vem com essa história, fica grudado e retido em nossa mente.

 

  • O processo emocional no qual nos vemos envolvidos através do storytelling, nos tira do ceticismo, nos priva de alguma maneira das considerações racionais que poderíamos realizar se só se enumerassem os atributos de um produto, por exemplo.

 

  • A antiga forma de fazer “publicidade” funciona cada vez menos. Tornou-se muito difícil conseguir que alguém se detenha na rua a ver uma gráfica de via pública, ou não pule um comercial de TV, ou não feche a janela de publicidade de um site, ou que queira abrir os 200 e-mails promocionais que chegam à nossa caixa de entrada. O Storytelling seguirá no tempo tão forte e vigente porque é parte da natureza intrínseca de viver do ser humano.

 

  • “As pessoas não compram produtos, e sim as histórias que esses produtos representam. Assim como não compram marcas, e sim os mitos e arquétipos que estas marcas simbolizam” (trecho do livro “Storytelling: A máquina de fabricar histórias e formatar as mentes”).

 

Além destas razões, há outro exemplo que poderia tirar-nos todo resto de dúvida da força de uma história: por acaso não é a bíblia o maior “storytelling”?

Os apóstolos souberam fazer marketing! Imaginem transmitir semelhante quantidade de experiências e conhecimentos através de uma lista, enumerando conceitos…

Para ir finalizando estas ideias, uso uma frase de Bernadette Jiwa, que em um de seus artigos mencionou:

O poder do storytelling conseguiu criar uma nova categoria de café, como o fez o Starbucks. O poder da história também conseguiu que um cliente dirija 4 km a mais e pague três vezes o valor normal por uma xícara de café a cada manhã. Marcas como Starbucks ou a Apple estão construídas sobre muito mais do que benefícios e especificações destacadas de seus produtos. O produto é só uma parte da história, e a relação com um futuro cliente em potencial começa muito antes de sequer comprar o produto. (…) Os sinais que se enviam não devem ser só sobre o que faz e COMO faz, e sim sobre o que a marca representa, os valores, as convicções”.

 

Como as marcas usam o storytelling nas redes sociais?

Poderíamos dizer RedBull, poderíamos dizer Oreo, a maquina da felicidade (Coca-Cola) , McDonalds, mas também podemos dizer Obama.

Os melhores líderes, homens de negócios, corretores da bolsa, professores cineastas, escritores e personagens midiáticos que ganharam a preferência e confiança das pessoas são os que souberam fazer storytelling de sua vida, de sua marca pessoal, de sua profissão e de seu produto. Autenticidade, simplicidade, universalidade, genuinidade, emotividade… são só alguns dos elementos que compõe uma história bem sucedida.

Exemplos:

Youtube

Skype fez um excelente trabalho também utilizando o recurso de storytelling para posicionar o seu produto:

O famoso spot da P&G para as olimpíadas de 2013 é uma excelente peça de storytelling. Nada tinha a ver com o produto, nada tinha a ver com o negócio nem com a indústria do negócio. Era outra ação de posicionamento e patrocínio da marca através de uma emocionante história, com a qual uma empresa pôde transmitir seus valores e sua posição diante de algum tema.

Vine

A Dove mostra uma grande consistência de sua mensagem ao fazer storytelling em qualquer canal de social media.

A Coca-Cola também sabe tirar proveito do Vine e transmite muito bem o seu espírito.

As imagens também transmitem histórias, sensações, valores. Muitas das plataformas de social media estão modificando a todo vapor sua aparência e estrutura, para fazê-las mais compatíveis com o visual storytelling: mais espaço para fotos, álbuns e vídeos, como indicamos em nosso guia de medidas e tamanhos de imagens para redes sociais.

 

STORYTELLING NAS IMAGENS:

Uma situação também relata algo. Estes dinossauros e suas travessuras noturnas se tornaram muito famosos graças a alguns pais criativos que buscavam incentivar os filhos para que pudessem dormir ao longo da noite. Se o faziam, no outro dia mostrariam as travessuras que os dinossauros fazem enquanto eles dormem. O blog onde foram publicadas as fotos teve mais de 3.5 milhões de visitas, e já há uma página no Facebook com muitos seguidores.

Storytelling

Facebook

A Starbucks, com seus mais de 36 milhões de fãs, evidentemente sabe fazer visul storytelling com suas fotos e transmitir o que representa a empresa:

STARBUCKS FACEBOOK

 

Uma equipe de futebol americano, Patriots, também sabe fazer uso deste recurso através do Facebook. É um exemplo de que desde qualquer ramo, indústria, tópico, se pode fazer storytelling:

PATRIOTS

 

Twitter

Obama:

Sinceramente, não é que seja partidária do Obama, ou não. Na verdade. Não tenho uma opinião política formada a respeito, mas devemos admitir que este cavalheiro sabe e soube fazer um excelente trabalho com o seu branding pessoal, seja desde seu discurso ou a nível visual. O estilo para transmitir suas ideias e mensagens, como também às imagens que compartilha é parte da construção de seu relato.

OBAMA STORYTELLING STYLE

 

E esta a baixo, foi uma das fotos mais retwittadas até agora na história do Twitter: “mais 4 anos”. Teve muito engajamento, não só por ser genuína e emotiva, e sim porque foi o final de uma história que havia começado a contar desde o início de sua carreira na presidência e a reeleição. Que fora a foto com mais engajamento, é só o resultado da força do storytelling feito fora das redes sociais.

OBAMA BRAND STORYTELLING

Se vocês querem conhecer quais são as marcas que têm mais engajamento nesta plataforma, este à artigo da Mashable, conta tudo em detalhes. É ideal como material para estudar como fazem estas empresas para chamar a atenção do seu público.

 

Pinterest

L.L Bean é uma das empresas que maior êxito e engajamento tem no Pinterest. Fazem um ótimo trabalho relatando a sua marca e tirando proveito do formato deste canal.

LLBEAN PINTEREST

O Pinterest mesmo, através do grande fotógrafo Trey Ratcliff, relata sua marca, seu espaço e lugar. Um dia na oficina de Pinterest:

PINTEREST AT PINTEREST

 

Instagram

A Nike é uma das marcas com maior audiência no Instagram, mas se puder dar minha opinião, creio que a Red Bull faz um trabalho melhor relatando sua marca e transmitindo seu espírito através deste canal:

REDBULL PINTEREST 

E o seguinte vídeo, é simplesmente uma excelente forma de posicionar uma marca, fazer storytelling e conseguir viralidade.

Ah! Se te interessa ler um guia muito simples de “Como fazer algo que se torne viral”, não deixe de ler este artigo àeste.

Além de ser muito divertido, serve para cortar tanta palavra deste artigo –> este.

Pepsi Max:

 

Dicas: storytelling em redes sociais

Como vimos no ponto anterior, storytelling não só se consegue através de uma superprodução cinematográfica, e sim também em um discurso, ou em uma imagem. O importante é o QUE transmitimos ou relatamos através de uma oração com menos de 140 caracteres, ou através de um álbum de fotos no Facebook, um quadro negro com objetivos bonitos e bem organizados no Pinterest, ou um microvídeo no Vine.

ENTÃO… COMO FAZÊ-LO?

Seja uma imagem, um vídeo ou discurso, o relato deveria:

 

1-      Revelar algo pessoal, íntimo ou desconhecido sobre a pessoa ou marca, do contrário é entediante.

2-      Conectar-nos com uma emoção específica: medo, desejo raiva ou felicidade, do contrário não mobilizará as pessoas a uma ação.

3-      Levar-nos por uma viagem narrativa imaginária (se for uma foto) ou real (discurso ou um vídeo), por onde nos permite experimentar uma transformação entre o começo, o meio e o fim. Sem essa viagem, não há história.

 

Desde uma foto mostrando espontaneamente a dinâmica dentro de uma empresa, oficina, fábrica, cozinho ou como um CEO se prepara para jogar a bola com seus colaboradores em um dia livre, até o presidente elegendo a gravata que usará para sair e dar um discurso que milhões de pessoas escutarão, é parte de fazer um storytelling. 

E… O QUE PODEMOS UTILIZAR PARA O STORYTELLING?

1- Conte sobre você/as origens da marca. Faça um pouco de história. Conte às pessoas como foi que tudo começou em um escritório pequeno, o quão jovem e fraco você era ou o seu sócio, comparando com o presente. As pessoas querem essa cota de fé, de que se podem conseguir os “sonhos”. Querem sinceridade e conhecer a cara “verdadeira” das coisas. As pessoas buscam uma história de Cinderelas nos negócios também. 

EBAY

2- Mostre as histórias de hoje, pessoas reais de sua empresa, aqueles que estão na primeira ou última ligação, construindo a marca. Atrás da cena é transparência, transmite autenticidade. Deixa que as histórias possam ser contadas desde o ponto de vista de seus colaboradores e como eles vivem a marca. Estão restaurando? Estão preparando a abertura de um novo escritório, negócio, restaurante ou lançamento de um produto? Conte!

AUDIDEDIGNERS

 

 

 

PINTEREST INSIDE

 

3- Envolva valores no conteúdo: conte se você cuida do planeta, da água, dos animais, do meio ambiente. Conte se inclui pessoas com capacidades diferentes, se contrata pessoas de todas as raças, idades ou gêneros. Conte se você contribui com uma comigo às pessoas sem casa ou sem teto, se defende ou não algo. Estes temas e muito outros mais servem para contar o que a empresa defende, sobre quais princípios se alinha e o que representa.

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4- Integre conteúdo gerado pela audiência, que eles também possam contar seu relato, como veem, interpretam ou sentem a mensagem da empresa.

CUSTOMERSSTORYTELL

 

5- Associe personagens de histórias em quadrinhos, de filmes admirados pelas pessoas, com os empregados da empresa. O departamento de vendas é tão invencível como “The avangers”? A equipe de developers é como…? O CEO é tão rápido para solucionar problemas como…? Se torna muito mais simples se contextualizar o relato em um tempo, momento, personagem determinado.

Por exemplo, em um artigo do Content Marketing Institute, indicam algumas opções muito simples para aplicar já nas capas das redes sociais:

  • Fotos do escritório ou negócio
  • Imagens de clientes usando os produtos ou serviços
  • Fotos antigas ou que mostram como eram as coisas antes
  • Fotos de um “antes” e “depois”
  • Fotos do staff ou dos fundadores
  • Fotos dos fãs
  • Foto collage do que possa representar a marca

No Facebook, é bom aproveitar a linha do tempo e completa-la com material e ações destacadas desde o início da marca. Isso também é fazer storytelling.

No Facebook e no Twitter, tudo que for informação ou biografia, deveria incluir valores ou transmitir a personalidade. Dizer quem é, o que representa e que voz tem a sua marca.

 

Conclusão, se tiver que haver uma:

O storytelling está em todas as partes e é o único formato que transcendeu e transcenderá ou tempo. Hoje as redes sociais o compreendem e por isso adaptam suas plataformas, as empresas criam telefones com telas grandes, tudo está pensado para o visual e para que as pessoas, através dos diferentes canais e dispositivos, possam contar e ser audiência de outro relato.

Então, a chave em 2014, 2015, 2016, etc… do storytelling nas redes sociais, também começa por conhecer o perfil dos usuários e como estes interagem e se relacionam com as diferentes plataformas, já que estas exigem usos diferentes. É fundamental entender a “cultura” ou idiossincrasia de cada uma.

Citando outra vez a Gary Vaynerchuk:

USERS STORYTELLING

 

Já estão um pouco mais motivados para fazer storytelling?

Obrigada por ler, espero seus comentários, curtidas, compartilhamentos, e tudo isso que fará com que este artigo se torne mais viral!:)

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